Labels

SUPPORT JULIAN ASSANGE

Sunday, May 27, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 9.4 A desatracagem da Itália da máquina de guerra USA/NATO, para uma Itália soberana e neutra, liberta de armas nucleares

MANLIO DINUCCI

“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O DIA ANTERIOR
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



9.4  A desatracagem da Itália da máquina de guerra USA/NATO, para uma Itália soberana e neutra, liberta de armas nucleares
   
A Itália assinou, em 1969 e ratificou, em 1975, o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares que, no Artigo 2 estabelece: «Cada um dos Estados militarmente não nucleares, que seja Parte do Tratado, compromete-se a não receber de quem quer que seja, armas nucleares ou outros dispositivos, nem o controlo sobre essas armas e engenhos explosivos nucleares, directa ou indirectamente».

Esse compromisso é iludido pelo facto da Itália fazer parte da NATO, a qual, no Conceito Estratégico de 2010 , adoptado pela Cimeira de Lisboa, estabelece: « A garantia suprema da segurança dos Aliados é fornecida pelas forças nucleares estratégicas da Aliança, particularmente, as dos Estados Unidos; as forças nucleares estratégicas independentes, do Reino Unido e da França, que têm a sua própria função de dissuasão, contribuem para a dissuasão e para a segurança total dos Aliados».

Dentro da NATO, a Itália faz parte do Grupo de planificação nuclear, formado pelos Ministros da Defesa de todos os países membros, excepto o da França, que se encontram regularmente para discutir e decidir (sempre à porta fechada) sobre as questões específicas da política nuclear da Aliança.

Ao mesmo tempo, a Itália faz parte, no interior da NATO, do grupo de países que «fornecem à Aliança, aviões de dupla capacidade, disponíveis para as funções nucleares». A NATO especifíca que «na sua função nuclear, estes aviões estão equipados para transportar bombas nucleares e o pessoal está instruído para esse fim», mas que «os Estados Unidos mantém o controlo absoluto e a guarda das armas nucleares associadas». Deste modo, a NATO admite, oficialmente, que os Estados Unidos fornecem armas nucleares aos países membros da Aliança não nucleares, violando o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares, assinado pelos Estados Unidos em 1968 e ratificado em 1970, cujo Artigo 1 estabelece:«Cada um dos Estados militarmente nucleares, que seja Parte do Tratado, compromete-se a não transferir a quem quer que seja, armas nucleares ou outros dispositivos nucleares explosivos ou o controlo dessas armas e engenhos explosivos, directa ou indirectamente».

O facto de que os pilotos italianos são treinados para o ataque nuclear sob comando USA – segundo confirma a FAS – é demonstrado pela presença em Ghedi do 704th Munitions Support Squadron, uma das quatro unidades da U.S. Air Force deslocada nas bases europeias (além disso, em Itália, na Alemanha, Bélgica e Holanda) «onde as armas nucleares USA estão destinadas a ser lançadas pelos aviões dos países hospedeiros». Os pilotos dos quatro países europeus e os pilotos turcos, já peritos no uso da bomba B-61, são agora preparados nos centros de treino, nos EUA, para usar a B61-12. A sua preparação é completada com o Steadfast Noon, o exercício anual de guerra nuclear da NATO, ocorrido em 2013, em Aviano e em 2014, em Ghedi.

A Itália – que não só faz parte do Grupo de planificação Nuclear, mas é um dos países que fornecem à NATO, aviões e pilotos para o ataque nuclear – não pode tomar decisões autónomas, em contraste com o Conceito Estratégico 2010, que ela própria aprovou na Cimeira de Lisboa. O Conceito Estratégico estabelece que «as armas nucleares constituem uma componente fundamental da capacidade de dissuasão e defesa da NATO, juntamente com as forças convencionais e de defesa missilística». O mesmo «compromete a NATO a lutar pelo objectivo de criar as condições para um mundo sem armas nucleares, mas confirma que, enquanto houver no mundo armas nucleares, a NATO permanecerá uma aliança nuclear».

Isto explica a posição assumida pela Itália a respeito do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, votado pela maioria, nas Nações Unidas, em 7 de Julho de 2017. Exprimindo profunda preocupação pelas consequências humanitárias catastróficas de qualquer uso de armas nucleares e reconhecendo a necessidade consequente de eliminar completamente essas armas, o Tratado compromete os Estados aderentes a não produzir nem possuir armas nucleares, a não usá-las, nem ameaçar usá-las, a não transferí-las nem a recebê-las, directa ou indirectamente. Este é o ponto fundamental de força do Tratado, que visa criar «um instrumento juridicamente vinculativo para a proibição das armas nucleares, que conduza à sua eliminação total».

O Tratado é votado em 2017 por uma maioria de 122 Estados, entre os quais a Austria, Bangladesh, Bolívia, Brasil, Cuba, Indonésia, Irão, Iraque, México, Myanmar, Nigéria, Nova Zelandia, Peru, Africa do Sul, Suécia, Suiça e Venezuela. O Tratado - que para entrar em vigor tem de ser assinado e ratificado por 50 Estados – é apenas vinculativo para os Estados que aderem ao mesmo e não os proíbe de fazer parte de alianças militares com Estados que possuem armas nucleares. Além do mais, cada um dos Estados aderentes «tem o direito de retirar-se do Tratado, se decidir que acontecimentos extraordinários relativos à matéria do Tratado possam colocar em perigo os supremos interesses do próprio país». Fórmula vaga que permite em qualquer momento a qualquer Estado aderente romper o acordo, dotando-se de armas nucleares.

O maior limite consiste no facto de que não adere ao Tratado nenhum dos Estados que possuem armas nucleares: os Estados Unidos e as duas outras potências nucleares da NATO, França e Grã-Bretanha, que possuem globalmente 7.000 ogivas nucleares; a Rússia que possui outro tanto; a China, Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte, com arsenais menores mas nem por isso, desprezíveis. Não aderem ao Tratado os outros membros da NATO, em particular a Itália, a Alemanha, a Bélgica, a Holanda e a Turquia, que albergam bombas nucleares dos Estados Unidos da América. A Holanda, depois de ter participado nas negociações, esprime um parecer contrário no momento da votação. Não aderem ao Tratado, globalmente, 73 Estados membros das Nações Unidas, entre os quais surgem os principais parceiros  dos USA/NATO: Ucrânia, Japão e Austrália.

Não obstante esses limites, o Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição das Armas Nucleares, constitui um marco sobre a única maneira viável de acabar no baralho da guerra nuclear. «Pelo seu empenho em chamar a atenção para as  consequências catastróficas humanitárias de qualquer uso de armas nucleares e pelos seus esforços inovadores para uma proibição dessas armas com base num tratado», a International Campaign to Abolish Nuclear Weapons (ICAN), uma coligação de organizações não-governamentais de uma centena de países, é distinguida com o Prémio Nobel da Paz, em 2017.

O Tratado é aberto às assinaturas, no Palácio de Vidro, em New York, em 20 de Setembro de 2017. No dia anterior, na Câmara dos Deputados, em Roma, é aprovada uma moção que compromete o governo a «continuar a perseguir o objectivo de um mundo sem armas nucleares através da centralidade do Tratado de Não-Proliferação, avaliando, de forma compatível com as obrigações assumidas na Aliança Atlântica, a possibilidade de aderir ao Tratado para vetar as armas nucleares, aprovado pela Assembleia Geral da ONU». O Governo exprime «parecer favorável» sobre a moção, mas no dia seguinte, com os outros 28 membros do Conselho do Atlântico Norte, rejeita na totalidade e ataca o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares.

O Conselho do Atlântico Norte, na Declaração de 20 de Setembro de 2017, sustenta que «um Tratado que não compromete nenhum dos Estados possuidores de armas nucleares não será eficaz, não aumentará a segurança nem a paz internacionais, mas arrisca-se a fazer o oposto, criando divisões e divergências». Também esclarece, sem meias palavras, que «não aceitaremos nenhum argumento contido no Tratado». Anuncia, igualmente, que «iremos intimar os nossos parceiros e todos os países que tencionarem apoiar o Tratado, a reflectirem seriamente nas suas implicações» (leia: entraremos em contacto para que não o assinem nem o ratifiquem).

O Conselho do Atlântico Norte desautoriza, portanto, os parlamentos nacionais dos países membros, privando-os da soberania de deciderem autonomamente se devem ou não aderir, ao Tratado das Nações Unidas sobre a Abolição das Armas Nucleares.

Isto colaca em termos muito claros a questão essencial: como é possível fazer qualquer coisa, em Itália, para desactivar a escalada nuclear e contribuir para a eliminação completa das armas nucleares, permanecendo numa Aliança que vos priva da soberania de decidir sobre uma questão de  importância fundamental e que confia a nossa «segurança» à «garantia suprema fornecida pelas forças nucleares estratégicas da Aliança, particularmente as dos Estados Unidos»?

Em essência, levanta a questão da Itália pertencer à NATO. Há quem diga que se pode permanecer na NATO, mantendo a sua autonomia de escolha, ou seja, tendo a possibilidade de decidir, de vez em quando, no parlamento nacional, se deve participar ou não, numa determinada iniciativa da Aliança Atlântica. Ilusão ou pior que isso. No Conselho do Atlântico Norte, as normas da NATO estabelecem: «Não há voto nem decisão maioritária», mas «as decisões são tomadas por unanimidade e de comum acordo», ou seja, de acordo com os Estados Unidos da América, a quem pertence, por direito, o cargo de Comandante Supremo Aliado na Europa e os outros comandos chave, compreendendo o do Grupo de Planificação Nuclear da NATO. Entre as muitas variantes de tal ilusão existe a dos F-35 americanos, aviões projectados para o ataque nuclear, sobretudo com bombas B 61-12, para cujo uso já se estão a preparar os pilotos italianos, para que possam ser usados pela Itália, com uma espécie de segurança que impeça o uso de armas nucleares.

No grande espectáculo mediático da política, os ilusionistas e os funâmbulos exibem-se, participando em marchas pela paz e assinando apelos para um mundo sem armas nucleares, ou seja, para algo que actualmente é impossível, mas não fazem nada para realizar o que hoje seria possível: uma batalha decisiva para libertar a Itália de armas nucleares, que não servem a nossa segurança mas que nos expõem a riscos crescentes. É o único modo, através do qual, em Itália, se pode realmente contribuir para desarmar a escalada que conduz à guerra nuclear, concretizando um verdadeiro passo em frente para a eliminação total das armas nucleares.

Para fazê-lo, é necessário bater-se em campo aberto, para que a Itália cesse de violar o Tratado de Não-Proliferação. Impondo aos EUA para que removam imediatamente as suas armas nucleares do nosso território nacional e, ao mesmo tempo, para que a Itália, ao libertar-se, adira ao Tratado das Nações Unidas sobre a proibição das Armas Nucleares. Mesmo que não houvesse tratado vinculativo, este seria o objectivo pelo qual lutar.

Os princípios da Constituição italiana e os verdadeiros interesses nacionais tornam indispensável a remossão do nosso território nacional não só das armas nucleares, mas das bases USA e das bases NATO sob comando USA, as quais, além de ter a função de projectar forças convencionais em acções ofensivas para o Sul e para Leste, têm a função de poder lançar um ataque nuclear das posições avançadas, situadas no nosso país, tornando-o um alvo prioritário de uma inevitável retaliação nuclear.

Por outras palavras, deve quebrar-se o Grande Tabú que domina o mundo político e institucional, indicando claramente o objectivo a atingir: a saída da Itália da NATO e a saída da NATO de Itália, para contribuir para a dissolução da Aliança Atlântica e de qualquer outra aliança militar. Objectivo considerado louco pelos que acreditam que a Aliança Atlântica é qualquer coisa sagrada e intocável; considerado perigoso por quem sabe que, colocando-se contra a NATO, põe em risco a sua carreira política; considerado impossível por quem pensa que não pode existir uma Itália soberana e neutra.

Os obstáculos que se interpõem à realização desse objectivo são gigantescos. O Poder dominante baseia a sua força não só nos instrumentos políticos, económicos e militares, mas sobre o controlo da mente, propósito possível através de um aparelho mediático globalmente difundido que, sobretudo através da televisão, induz a acreditar que existe apenas aquilo que se vê e não existe o que não se vê.

O controlo da mente através do aparelho mediático dominante permite, por um lado, tranquilizar a opinião pública escondendo as ameaças reais, por outro lado, alarmá-la, fazendo abrir, de vez em quando, hologramas de inimigos perigosos (hoje novamente o adversário russo, personificado por Putin), para, deste modo, justificar políticas de rearmamento, operações militares e guerras. E, sempre em função do controlo da mente, acreditar-se no espectáculo de que, depois de ter sustentado as guerras que demolindo Estados na totalidade (o último, o Estado da Líbia), provocaram êxodos de massas e hoje estão na primeira fila para acolher de braços abertos, as vítimas dessas mesmas guerras.

A grande maioria não sabe mesmo nada ou quasi nada, dos mecanismos que determinam a sempre, cada vez mais rápida escalada de guerra, tornando sempre mais real o cenário da terceira (e última)guerra mundial: a guerra termonuclear. Fala-se nos círculos restritos dos «viciados no trabalho», no «sal e pimenta» (em referência à cor do cabelo) dos quais os jovens estão em grande parte ausentes. Trata-se de sair do fechado, encontrando formas e idiomas para fazer compreender que o tempo se está a esgotar, que é necessário movermo-nos enquanto estamos a tempo. Por outras palavras, levar as pessoas a reagir, como baseados no instinto de sobrevivência reagiriam os habitantes de um condomínio se vissem  alguém acumular explosivos no porão de arrumos comum. Pelo contrário, quase ninguém reage, porque a maioria desconhece ou não sabe do que se trata, enquanto os Estados Unidos acumulam explosivos nucleares debaixo dos nossos pés.

O que devemos fazer, está nas mãos de cada um de nós. É necessário que cada um faça qualquer coisa, mesmo que seja pequena, mas que seja real, para trazer de volta o relógio do Apocalipse. É o caminho obrigatório através do qual passa  cada escolha para o futuro. O relógio do Apocalipse está a assinalar, apenas, as horas de um mundo sem futuro.

A seguir: 

APÊNDICE

Vladislav B. SOTIROVIĆ -- The Balkan Vlachs III

The Balkan Vlachs III


The Vlachs in Greece

Many researchers and scholars judge that the largest part of the Balkan Vlachs is concentrated in Greece. The census of 1935 recorded 19,703 Vlachs in Greece, but according to the last census in Greece that allowed people to express their ethnic identity (in 1951), there were 39,855 Vlachs in this state.[1] However, a real number of the Vlachs in Greece today is up to 120,000.[2]
The Vlachs in a post-war Greece are not acknowledged as an ethnic or national group for the very reason that Greece from the mid-1950s does not recognize an existence of any national or cultural minority on its own territory. The religious minorities are only allowed.[3] The Vlach ethnocultural self-identity became extremely disreputable as a result of a Greek course of action of ethnic homogenization in the form of Hellenization of all Greece’s Eastern Orthodox inhabitants. Consequently, a great portion of the Greek Vlachs is Hellenophile.[4] The part of the policy of ethnic homogenization was a practice to rename ethnic minorities in order to make as bigger as a gap between them and their home countries in the Balkans. Therefore, the Greek Vlachs have been renamed to the Vlach-speaking Greeks (similar to the Slavic Macedonians who were officially considered as the Slavophone Greeks). In general, cultural and travel relations between the Greek and the other regional Vlachs are limited by the Greek government like connections with the Romanian cultural and educational institutions.
Probably the pivotal reason why the Greek authorities are not willing to open the Vlach-language schools and to allow the church service in the Vlach language is unpleasant experience with the same matter from the turn of the 20th century when a significant part of the Vlach community in Greece, following the Romanian propaganda and political support, fought for the Romanian-language schools and churches to be opened in the Kingdom of Greece. Although this requirement was rejected, the Greeks understood any further similar Vlach or Romanian action as interference into domestic affairs as politically incorrect steps. Nevertheless, one significant number of the Vlachs left Greece and migrated to Romania as a reaction to the Greek unwillingness to promote the protection of the Vlach ethnocultural identity.[5]
Annual vlach meeting in Aspropotamos Pertouli Greece
Annual Vlach meeting in Aspropotamos Pertouli, Greece

Saturday, May 26, 2018

THE SAKER -- Das ambiguidades da política russa

Das ambiguidades da política russa

17/5/2018, The Saker, in Unz Review e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Introdução: O mundo não é Hollywood


"Talvez não seja o melhor momento para um expurgo no Kremlin, que tirasse de lá os representantes dos interesses do big business russo..." [Do artigo adiante]

DOS TRADUTORES: Esse argumento parece repetir, quase simultaneamente, o que diz Ciro Gomes (para quem uma aliança com a Fiesp seria uma necessária "aliança com o 'produtivismo'"). Mangabeira Unger pensa e fala na mesma direção [que a esquerda não tem projeto para a produção; por exemplo, em entrevista à revista online Les Crises, Paris, (ing., legendas em fr., já traduzida ao português, no Blog do Alok)] .

Não dizemos que seja bom ou mau que eles digam, ou o que estão dizendo. Só dizemos que Lula também entendeu que tivesse de fazer essa aliança, motivo pelo qual fez a "Carta aos brasileiros". 

Se Lula e Putin tiveram de fazer essa aliança (ou creram que teriam de fazer) e foram depois reeleitos, não faz sentido – a não ser um reles sentido eleitoreiro pré-eleitoral tosco – 'declarar' que Ciro seria 'traidor', 'porque' diz a mesma coisa. E tudo isso até aqui, dito, data venia, com todo o respeito: para ver se melhoramos o nosso candidato, nossa candidatura, nosso programa e nosso argumento... (NTs)].
__________________________________





As semanas recentes assistiram a grande número de eventos realmente tectônicos, que tiveram lugar simultaneamente nos EUA, na Rússia, em Israel, na Síria, no Irã e na União Europeia (UE). Acho que também é razoável dizer que a maioria dos que se opunham ao Império Anglo-sionista experimentaram emoções que foram do leve desapontamento à mais total decepção. Com certeza não ouvi ninguém comemorando, e, se houve comemorações, foram minoritárias (pouco caracteristicamente, por exemplo, Mikhail Khazin). Essas reações são normais, todos criamos expectativas que podem ser frustradas adiante, como quase sempre acontece. Mesmo assim, ainda que as notícias sejam claramente más, sempre é bom manter em mente algumas coisas.


Primeiro, pessoas, países e eventos não são congelados no tempo. São processos, os quais, por definição estão sujeitos à mudança, evolução, e a mudanças (algumas radicais) de direção.

Segundo, cada processo carrega nele as sementes da própria contradição. É o que dá dinamismo aos processos.

Terceiro, pessoas são entidades imperfeitas. Até gente da melhor qualidade comete erros que levam a consequências trágicas. Mesmo assim seria erro classificar as pessoas como "herói infalível" ou "abjeto vilão e perdedor". De fato, defendo a ideia de que qualquer erro, seja qual for, especialmente erro grave, carrega dentro dele sua própria contradição essencial a qual, por sua vez, acaba por 'energizar' o processo original criando um conjunto diferente de circunstâncias.

Tudo isso para dizer que o mundo real não é como Hollywood, quando o desfecho da trama está logo ali perto, uns 90 minutos depois do primeiro som. Todo o mundo real está em guerra contra o Império e, nessa guerra, como em qualquer guerra, há erros e perdas dos dois lados. Os dois lados cometem erros e os resultados desses erros afetam o curso futuro da guerra.

Minha hipótese é que, nas recentes poucas semanas, a Rússia passou não por um, mas por vários desastres de Relações Públicas. Parece-me também que os sionistas tiveram alguns tremendos sucessos de Relações Públicas. Adiante listarei uns e outros, mas quero deixar sugerido desde já que desastres e sucessos de Relações Públicas não são exatamente a mesma coisa que desastres e vitórias tangíveis, do mundo real. Além disso, desastres e sucessos de Relações Públicas podem às vezes ser bem úteis, porque revelam ao mundo fraquezas que mal se perceberam ou que foram subestimadas. Por fim, desastres e sucessos de Relações Públicas, por mais que existam quase exclusivamente no reino das percepções, podem ter efeito, às vezes dramático, no mundo real.

The Vlachs in Albania -- Part II

The Vlachs in Albania

Albania’s Vlach community is living in the southern part of the country, which has its historical name – North Epirus.[1] They are dispersed from the city of Gjirokastër in the south to the city of Elbasan in Central Albania. However, the largest Vlach concentration is in the areas of the cities of Gjirokastër, Korçë, and Përmet in the southernmost part of Albania where they live together with the Orthodox Greeks, Albanians and Macedonians.[2] The number of Albanian Vlachs is estimated from 35,000 to 100,000, but some researchers raise this figure to almost 200,000 (that is around 1–2,5% of the total Albania’s population).[3] However, the real figure of any minority in Albania is quite difficult to realize for the matter of unreliable census records and a very little information on the ethnic minorities in this country. Additional difficulty in this matter is produced by the Greek officials who claimed that all Albania’s Orthodox Christians (approximately 400,000) are ethnic Greeks (this number includes all of those who identify themselves as Albanians, Macedonians, Vlachs, Greeks, etc., but they are of the Christian Orthodox religion).[4]
The territory of Albania, from the geographical point of view, was extremely proper for economic activities of the Vlachs in historical perspective and accurate for preservation of their culture, language and identity. As the pastoral people, who traditionally have been dealing exclusively with the cattle-breeding, the Vlachs from the early Middle Ages found the land of Albania, which is the totally mountainous, as one of the most profitable in the Balkans for their professional prosperity. Furthermore, the political and economic isolation of Albania from the rest of the world, which started in 1961 (with Albania’s breaking off relations with the Soviet Union) and ended in 1985 (with the death of Enver Hoxha), also greatly participated in protecting of the Vlach ethnolinguistic and cultural identity.
Vlachs in Albania
A map showing the Albania municipalities with higher percentages of Aromanians/Vlachs in the 2011

VIDEOS -- Manlio Dinucci -- The Art of War


More videos


Friday, May 25, 2018

DE -- Manlio Dinucci -- Die Kunst des Krieges -- Tel Aviv: Israelische F-35 sind bereits im Krieg

An Israeli F-35 stealth fighter in the skies over Beirut

Die Kunst des Krieges

Tel Aviv: Israelische F-35 sind bereits im Krieg

Manlio Dinucci


“Wir fliegen mit der F-35über den ganzen Nahen Osten und haben bereits zweimal an zwei verschiedenen Fronten angegriffen“, verkündete der Kommandant der israelischen Luftwaffe, General Amikam Norkin, am 22. Mai bei der Konferenz über „Luftüberlegenheit“ in Herzliya (einem Vorort von Tel Aviv), an der die höchsten Vertreter der Luftstreitkräfte aus 20 Ländern, einschließlich Italien, teilnahmen.

Der General gab nicht konkret an, wo die F-35 eingesetzt wurden, aber er machte klar, dass einer der Angriffe in Syrien stattfanden. Er zeigte auch das Bild von israelischen F-35, die über Beirut in den Libanon fliegen, aber mit ziemlicher Sicherheit wurden sie bereits für Nichtangriffs-Missionen im Iran eingesetzt.  

Israel, einer der 12 “globalen Partner” des F-35-Programms unter der Leitung des amerikanischen Unternehmens Lockheed Martin, kaufte als erstes den neuen Kampfjet der fünften Generation, den es in „Adir“ (Mächtig) umbenannte. Bis jetzt erhielt Israel neun der 50 betellten F-35, alle der Modellreihe A (konventionelles Starten und Landen) und es wird wahrscheinlich 75 kaufen. Ein realistisches Ziel, da Israel jedes Jahr 4 Milliarden Dollar Millitärhilfe von den Vereinigten Staaten erhält.

Im Juli 2016 begann die Ausbildung der ersten israelischen F-35-Piloten auf der Luke-Air-Base in Arizona. Nach einem dreimonatigen Kurs in USA, um für den Einsatz zertifiziert zu sein, müssen sie einige Monate Ausbildung für den „realen Flug“ in Israel absolvieren. Bisher wurden ca. 30 F-35-Piloten ausgebildet. Am 6. Dezember erklärte die israelische Luftwaffe ihre erste F-35-Flotte einsatzbereit.

Israel beteiligt sich an dem F-35-Programm auch mit seiner Rüstungsindustrie. Die Israel Aerospace Industries produziert die F-35A-Tragflächen; Elbit Systems-Cyclone produziert Komponenten für den F-35-Rumpf; Elbit Systems Ldt. arbeitet an einem Display für den Helm der dritten Generation, den alle Piloten der F-35-Flotte tragen werden.

General Norkins Ankündigung, dass die F-35 endlich “kampferprobt“ ist, hat daher einen ersten faktischen Effekt: Das Aufstocken des F-35-Programms, das zahlreiche technische Probleme beinhaltete und ständige Nachbesserungen mit zusätzlichen Kosten fordert, die die bereits enormen Kosten des Programms zusätzlich erhöhen. Die komplexe Software der Kampfflugzeuge wurde über 30mal modifiziert und erfordert weitere Updates.   

General Norkins Ankündigung wurde daher besonders von Marillyn Hewson, CEO von Lockheed Martin und eine der Rednerinnen der Konferenz über „Luftüberlegenheit“, begrüßt.

Die Ankündigung, dass Israel die F-35 bereits in realen Kriegshandlungen eingesetzt hat, dient gleichzeitig als Warnung für den Iran. Die F-35A, die an Israel geliefert wurden, sind vorrangig für den Einsatz atomarer Waffen angelegt, insbesondere für die neue B61-12 präzisionsgesteuerte Bombe. Die B61-12, derzeit in der Endphase der Entwicklung, wird von den Vereinigten Staaten in Italien und anderen europäischen Staaten stationiert. Sie wird mit ziemlicher Sicherheit an Israel geliefert, der einzigen Atommacht im Nahen Osten, dessen Arsenal auf 100-400 Atomwaffen geschätzt wird.

Die israelischen Nuklearstreitkräfte sind im Rahmen des „Individual Cooperation Program“ in das elektronische System der NATO eingebunden. Israel, ein Land, das, obwohl kein Mitglied des Bündnisses, eine ständige Vertretung im NATO-Hauptquartier in Brüssel unterhält.

Italien, Deutschland, Frankreich, Griechenland und Polen nahmen, mit den USA, an der Blue Flag 2017 teil, der größten internationalen Luftkriegsübung in der Geschichte Israels, bei der auch Atomtest durchgeführt wurden.

(il manifesto, 23. Mai 2018)


Übersetzung: K.R.

NO WAR NO NATO

Videos

Thursday, May 24, 2018

EN -- Manlio Dinucci -- The Art of War -- Tel-Aviv: Israeli F-35s already at war

An Israeli F-35 stealth fighter in the skies over Beirut

The Art of War

Tel-Aviv: Israeli F-35s already at war

Manlio Dinucci


"We are flying the F-35 all over the Middle East, and have already attacked twice on two different fronts". General Amikam Norkin, Commander of the Israeli Air Force, made this announcement on 22 May at the conference on aerial superiority at Herzliya (a suburb of Tel Aviv), with the participation of the Air Force chiefs of staff from 20 countries, including Italy. 

The general did not specify where the F-35's had been used, but he hinted that one of the attacks was carried out in Syria. He also showed images of Israeli F-35's flying over Beirut and Lebanon, but they have almost certainly also been used for non-attack missions in Iran. 

Israel, one of the 12 "global partners" of the F-35 program led by US Lockheed Martin, was the first to buy the new fifth-generation fighter, which it renamed "Adir" (Powerful). So far, Israel has received nine of the 50 F-35's ordered, all model A (conventional take-off and landing), and it is likely to purchase 75. This is a realistic goal, given that Israel receives about 4 billion dollars annually in military aid from the United States.

The training of the first Israeli F-35 pilots began in July 2016, at Luke air base in Arizona. After having attended a three-month course in the USA, in order to be certified as operational, they have to complete several months of training for "real flight" in Israel. Approximately 30 F-35 Israeli pilots have been trained so far. On December 6, 2017, the Israeli Air Force declared its first F-35 fleet fully operational.

Israel's military industry also participates in the F-35 programme. Israel Aerospace Industries produces wings for the F-35A; Elbit Systems-Cyclone produces fuselage components for the F-35; and Elbit Systems Ltd. are developing the Generation III helmet-mounted display system, which all F-35 fleet pilots will wear.

General Norkin's announcement that the F-35 is finally "combat proven" therefore has the primary practical effect of boosting the F-35 programme, which has already encountered numerous technical problems and needs continual costly upgrades which increase the already enormous cost of the programme. The fighter's software has been modified over 30 times and requires further updates. 

General Norkin's announcement was therefore particularly appreciated by Lockheed Martin's Chief Executive Officer, Marillyn Hewson, one of the speakers at the conference on "aerial superiority".  

The announcement that Israel has already used the F-35s in "real war" operations serves at the same time as a warning to Iran. The F-35A's supplied to Israel are designed primarily for the use of nuclear weapons, in particular the new B61-12 precision-guided bomb. The B61-12, now in its final stages of development, will be deployed by the United States in Italy and other European countries. It will almost certainly also be supplied to Israel, the only nuclear power in the Middle East, whose arsenal is estimated at 100-400 nuclear weapons.

Israeli nuclear forces are integrated into the NATO electronic system, as part of the "Individual Cooperation Program" with Israel, a country which has a permanent mission at NATO headquarters in Brussels, although it is not a member of the Alliance.

Italy, Germany, France, Greece and Poland participated with the USA in Blue Flag 2017, the largest international aerial warfare exercise in Israel’s history, in which nuclear attack tests were also carried out.

il manifesto, May 23, 2018

NO WAR NO NATO

Videos

assange



At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

xmas





the way we live

MAN


THE ENTIRE 14:02' INTERVIEW IS AVAILABLE AT

RC



info@exopoliticsportugal.com

BJ 2 FEV


http://benjaminfulfordtranslations.blogspot.pt/


UPDATES ON THURSDAY MORNINGS

AT 08:00h UTC


By choosing to educate ourselves and to spread the word, we can and will build a brighter future.

bj


Report 26:01:2015

BRAZILIAN

CHINESE

CROATIAN

CZECK

ENGLISH

FRENCH

GREEK

GERMAN

ITALIAN

JAPANESE

PORTUGUESE

SPANISH

UPDATES ON THURSDAY MORNINGS

AT 08:00 H GMT


BENJAMIN FULFORD -- jan 19





UPDATES ON THURSDAY MORNINGS

AT 08:00 H GMT

PressTV News Videos